A trágica história do Paladino Wite

- Ano 1731 do sagrado calendário imperial estelariano -

Bartholomeu Wite. Este nome sempre havia sido visto em Dragória como sinônimo de honra, glória, respeito e admiração.

Filho de um nobre cavaleiro falido, o jovem Wite abraçou cedo a devoção a Úkion, Deus da Luz e heroísmo. O bravo guerreiro uniu-se cedo as fileiras Dragorianas, conseguindo para sí o título de cavaleiro, assim como seu pai. Com apenas 18 anos já era admirado em todo o exército e seus poderes além do comum logo lhe renderam um convite para unir-se à famosa Ordem de Paladinos Guardiões. 

Com 23 anos, Wite tornou-se o Guardião Branco, e o título da Ordem trouxe a maior responsabilidade do reino: Tornou-o guardião da família real dragoriana. Uma honra apenas dedicada aos mais bravos e habilidosos Dragorianos. Wite cumprira seu papel de forma exemplar até os dias negros que se seguiram.

Sempre houveram boatos sobre um poder secreto do paladino. Diziam algumas línguas mais afiadas que ele podia prever o futuro. Diziam que ele sonhava com o dia seguinte, e estes sonhos sempre o colocaram em evidente vantagem frente a qualquer um. Se o boato é verdadeiro ou não agora é impossível dizer.

Quando completou 32 anos, porém, algo aconteceu ao respeitado paladino. Dizem as lendas que um velho apareceu na noite anterior, pedindo abrigo e comida. Wite como sempre não recusou ajuda ao pobre velho e naquela noite o velho contou-lhe uma história. A história foi tão interessante que Wite não pode dormir, mantendo-se acordado a noite toda ouvindo as palavras do velho sábio. No dia seguinte, o paladino pediu permissão ao rei para partir em uma curta jornada. Necessitava buscar algo nas cordilheiras eternas e contou com a benção do Rei para sua busca.

O paladino partiu e voltou três meses depois. Mudado.

Assim que retornou, pode-se perceber que algo mudara no respeitado guardião. Sua fala não mais era calma e macia e seus modos não mais eram exemplares. Naquela noite houve fogo, houve espadas, magia e morte. A família real Dragoriana havia sido assassinada, com excessão da princesa Sophia que estava visitando seu noivo: Lorde Arch.

A tirania se espalhou pelo reino. Wite era poderoso demais e tomou o controle de Dragória com uma facilidade que não era esperada. Seus exércitos eram compostos de toda escória de soldados e muitos se levantaram contra ele. A guerra civil em Dragória nos fez lembrar as histórias da guerra civil Estelariana que ocorreu durante a luta entre Eros e Ezel. Wite proclamou-se imperador e começou a ameaçar o mundo livre com seu poder. O maior paladino de Dragórios havia tornado-se um cavaleiro da morte.

A duras penas a princesa foi salva. A legítima herdeira foi protegida pelo então supremo general das forças dragorianas Lucas Ironhand e por Lorde Arch, herói famoso e gladiador respeitado. A princesa foi levada até Fortinária, onde recebeu o abrigo do Dunkar de Kadres.

Em Fortinária houve a grande batalha que decidiu o destino de Wite. As forças élficas de Arlerin foram convencidas a ajudar os anões e rebeldes dragorianos contra a tirania insana de Wite. E nos portões de Fortinária, mais uma vez, um inimigo dos povos livres de Denaroth foi derrotado. 

Dizem as lendas que houveram grandes heróis. Estes heróis combateram o imperador tirano e seu fantasma poderoso. Grandes épicos ainda serão escritos sobre estes heróis, mas foi em Fortinária que o grande Wite encontrou finalmente o caminho para o julgamento de Celine.

Assim foi a trágica história do paladino Wite.

   - Marques Flauta de Prata, Bardo Real de Dragórios -

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